Em 2024, o Brasil registrou 1.492 vítimas de feminicídio e 555.001 medidas protetivas de urgência concedidas, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025.
Por trás desses números existem mulheres que precisaram lutar pelo direito mais básico: viver em segurança.
Há também a sobrecarga cotidiana. Segundo o IBGE, em 2022, as mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas. Os homens, 11,7 horas.
Para muitas, o expediente termina e outra jornada começa.
Nesse cenário, mulheres autistas podem enfrentar dificuldades adicionais: sobrecarga sensorial, esforço para acompanhar interações sociais, necessidade de previsibilidade e mascaramento para evitar julgamento ou exclusão.
Às vezes, ela passa o dia atendendo às necessidades de todos enquanto tenta encontrar palavras para explicar as próprias.
E ainda escuta:
“Você é muito sensível.”
“Todo mundo está cansado.”
“Mas você nem parece autista.”
Talvez você tenha aprendido a esconder tão bem o desconforto que as pessoas esqueceram de perguntar como você está.
Você merece ser ouvida antes de se esgotar. Merece dividir responsabilidades. Merece segurança, adaptações e descanso sem culpa.
Ser mulher autista pode exigir resistência redobrada. Mas nenhuma mulher deveria precisar provar força o tempo inteiro para merecer cuidado.
Se você procura um espaço para compreender o autismo com ciência e acolhimento, acompanhe este perfil. Essa conversa também precisa incluir o que você vive.
O que você gostaria que as pessoas compreendessem sobre a sua sobrecarga?
Fontes:
• Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 — dados de 2024.
• IBGE. Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, 2024 — dados de 2022.
• Hull, L.; Petrides, K. V.; Mandy, W. (2020). The Female Autism Phenotype and Camouflaging: a Narrative Review. DOI: 10.1007/s40489-020-00197-9.
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